No ar em ‘Liberdade, Liberdade’, o ator Caio Blat critica o governo (o atual e o anterior), elogia a Lava Jato e fala sobre a boa aceitação de seu personagem, que protagoniza a primeira cena de sexo entre dois homens da TV. Para ele, um sinal de que a sociedade está amadurecendo
por Nataly Costa fotos Zô Guimarães
Blat está no ar em ‘Liberdade, Liberdade’, série das 23 horas da Rede Globo que tem como pano de fundo a Inconfidência Mineira e o Brasil do fim do século 18. “Acho incrível que a série, falando sobre a história do país, consiga tocar em assuntos tão contemporâneos como violência, machismo, repressão, autonomia da mulher”, aponta. “É uma coisa boa poder mostrar de onde vêm alguns preconceitos.” Seu personagem, o fidalgo André, sofre mais do que preconceito: na trama, é preso e denunciado por sodomia depois que seu romance com o coronel Tolentino (Ricardo Pereira) é descoberto. “A aproximação entre os dois foi muito bem construída, acho que por isso a aceitação do público está sendo tão boa. Até nas pesquisas mais conservadoras, com donas de casa, as pessoas torcem por eles”, revela. Os dois protagonizaram a primeira cena de sexo entre homens – mais insinuada do que explícita, claro – na TV brasileira. “A novela, em geral, tem imagens fortes, que mostram como o homem extravasa seus desejos de maneira violenta. A cena entre André e Tolentino não é diferente, é muito viril, masculina, sem delicadeza”, diz.
“Sempre foi muito forte, mas estamos evoluindo. É genial ver (o deputado federal Jair) Bolsonaro processado por incitação ao estupro (em 2014, o parlamentar afirmou que a deputada Maria do Rosário Nunes ‘não merecia’ ser estuprada por ser ‘muito feia’). Mostra que a sociedade está amadurecendo e não admite mais comportamentos assim.” Versado em política, o ator diz que sempre foi defensor da cassação da chapa Dilma-Temer, “financiada com dinheiro de caixa 2”, e a convocação de um novo pleito. “Mas agora que já se passaram dois anos, a melhor coisa é esperar 2018 mesmo. Quanto mais denúncias vierem à tona e os responsáveis forem presos, mais chances de termos eleições mais limpas, com novas leis, sem financiamento privado”, acredita. Blat nunca foi fã da gestão Dilma Rousseff, mas acredita que o governo Michel Temer é “o fundo do poço”. “Sou muito a favor da Lava Jato. O país está sendo passado a limpo de uma forma inédita, você tem empresários presos, o que é um avanço institucional”. Ele também é bastante ligado em causas ambientais e está de viagem marcada para o Xingu, em agosto, para divulgar o projeto Desmatamento Zero, capitaneado pelo Greenpeace. “Como artista, tenho obrigação de estar atento aos movimentos da sociedade e fazer minha parte”.
A publicação, editada pelo Grupo Glamurama, estará nas bancas de todo o Brasil a partir do dia 15 de julho.
Para mais informações, acesse www.glamurama.com.br
“Sempre foi muito forte, mas estamos evoluindo. É genial ver (o deputado federal Jair) Bolsonaro processado por incitação ao estupro (em 2014, o parlamentar afirmou que a deputada Maria do Rosário Nunes ‘não merecia’ ser estuprada por ser ‘muito feia’). Mostra que a sociedade está amadurecendo e não admite mais comportamentos assim.” Versado em política, o ator diz que sempre foi defensor da cassação da chapa Dilma-Temer, “financiada com dinheiro de caixa 2”, e a convocação de um novo pleito. “Mas agora que já se passaram dois anos, a melhor coisa é esperar 2018 mesmo. Quanto mais denúncias vierem à tona e os responsáveis forem presos, mais chances de termos eleições mais limpas, com novas leis, sem financiamento privado”, acredita. Blat nunca foi fã da gestão Dilma Rousseff, mas acredita que o governo Michel Temer é “o fundo do poço”. “Sou muito a favor da Lava Jato. O país está sendo passado a limpo de uma forma inédita, você tem empresários presos, o que é um avanço institucional”. Ele também é bastante ligado em causas ambientais e está de viagem marcada para o Xingu, em agosto, para divulgar o projeto Desmatamento Zero, capitaneado pelo Greenpeace. “Como artista, tenho obrigação de estar atento aos movimentos da sociedade e fazer minha parte”.
A publicação, editada pelo Grupo Glamurama, estará nas bancas de todo o Brasil a partir do dia 15 de julho.
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